setembro 30, 2004

Senti Teu Calor

Senti o teu calor
A tua face na minha
Querendo estes lábios
Os lábios teus
Sorriram por passar tão perto
Desejosos desse elixir
Uma vez mais
Brilharam os olhos
Com tua visão
O tanto querer de teu corpo no meu
Esse abraço
Que só tu podes oferecer
E só eu posso receber

Publicado por lobalpha em 04:31 PM | Comentários (1) | TrackBack

Passeio

Passeio as mãos pelo teu corpo
Leio tuas linhas
Teu respirar
Sinto-o ofegante
Entusiasmado com estas intrusas
Que navegam sem pudor
Percorrendo tudo em ti
Deixando-te louco
Beijo-te os lábios de leve
Passo a língua suave pelo pescoço
Sinto o teu arrepio
O teu desejo
De mim

Publicado por lobalpha em 12:59 PM | Comentários (1) | TrackBack

Só Para Mim

Quero-te só para mim
Não te quero partilhar
Sou egoísta neste sentimento
Queima-me por não te ter
Sempre, sempre aqui
Por um minuto que te afastes
Dói
Sinto que tens a minha alma contigo
Longe não sei respirar

Publicado por lobalpha em 11:52 AM | Comentários (1) | TrackBack

Tarde Demais

Olhei à tua procura
Passeei os olhos pela sala
Percorri todos os cantos
Não estavas lá
Uma lágrima de tristeza e desilusão
Um aperto forte no coração
Esperava encontrar-te aqui
Esperava ter-te enfim
Soltei a lágrima de mim
Desenhou um caminho
Da vista que a chorou
À boca que a amparou
Um gosto salgado
Com amargo misturado
Tive vontade de fugir
Tentei rasgar as pernas
Que teimava em ficar
E os olhos... em olhar
O vão
Vazio
O lugar onde deverias estar
Mas não estás
Convenci o coração
De tudo não ter passado de uma ilusão
Esperei
Mas não vieste
De coração vencido
Saí
Deixei a sala menos vazia
Carreguei em mim a tua ausência
A desesperança de outro dia sem te ver
Sem te ter
Olhei ainda para trás
Na réstia de esperança que fica naqueles que amam
Naqueles que amam...
E que não sabem ser amados
Olhei...
Mas sempre tarde demais!

Publicado por lobalpha em 11:02 AM | Comentários (1) | TrackBack

setembro 29, 2004

A Hora

Deito um olhar de soslaio para o relógio
Aguardo ansiosamente pela hora
Vejo mudar de minuto a minuto
Sinto-me nervosa... vai aumentando
Começou miudinho e nota-se já no olhar
Não consigo pensar em mais nada
Quero sair daqui, esperar onde posso parar
Ficar quieta enquanto o tempo passa
Até à minha hora...
Outro olhar... mais um minuto no relógio
Menos um na minha espera
Vejos os pontinhos dos segundos piscarem
Um...
Dois...
Três...
...
Sessenta
E outro minuto que passou!
Encho os pulmões de ar
Tentando conter a satisfação da hora
Tento concentrar em algo
Mas o que quero mesmo é perder a noção
Deste tempo...
e acordar naquele momento
Daqui a pouco...
Menos outro minuto
Está quase...
Minuto a minuto espero
Vendo os segundos piscar...
Mais 28 minutos e é hora
De ir para casa

Publicado por lobalpha em 05:02 PM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 28, 2004

E assim te vi

E assim te vi
De perfil
Magnifico
Bateu saudade
Ficou saudade
Afastas-te na sombra

E assim te vi
Sem me veres
De novo
Foste e fiquei
Aguardando
Próximo encontro
Entre sombras

E assim te vi

Publicado por lobalpha em 11:52 AM | Comentários (0) | TrackBack

Alguém Algures

Alguém algures pergunta por si
Pergunta onde terá se esquecido
Não de mim ou de ti
Mas de si!

Alguém algures procura encontrar
O seu mais querido sem quem não é
Sua alma, seu ser
Seu nome não lhe diz quem é!

Alguém algures trava lutas contra monstros
Nascidos em si, criados por si
Sobre montanhas e vales
Segue a sua quimera.

Alguém algures está aqui
Sentado ao meu lado
À minha frente, atrás
Reparo nos olhares perdidos
E vejo que alguém algures
Está em todo o lado!

Publicado por lobalpha em 11:48 AM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 26, 2004

Procurei-te na noite

Procurei-te na noite
Invadida pelo desejo
De um novo encontro
Segredo por nós partilhado
Desejo comum de dois corpos
Em prefeita união dançamos
A melodia do sexo por nós criada
Doce aroma libertamos
Embriagados de nós
Tua boca na minha
Tuas mãos em mim
Teu sexo no meu
Tens em ti a chave da luxúria
Que desperta em mim a paixão
Subimos aos céus
Em mais uma noite
Quando libertamos o desejo
De dois seres se unirem
Provocando a explosão
Do prazer atingido

Publicado por lobalpha em 11:55 PM | Comentários (3) | TrackBack

setembro 25, 2004

Um Sorriso

Perdi um sorriso
Um dia
Simplesmente acordei
E ele já não estava lá
Procurei-o e perdi-me também
Deixei a mente e alma algures
Em lugar nenhum
Desisti de procurar
Cansei
Senti que tudo estava largado
Nada mais tinha
Até que acordei
Num outro dia
Muitos dias depois
E ele estava lá
Comigo
Em mim
De onde nunca saiu
Nem quando dele me esqueci

Publicado por lobalpha em 01:09 AM | Comentários (0) | TrackBack

Escuro

Sento-me no escuro
De mãos dadas com o vazio
Procuro preencher a falta de ti
Teus dedos entrelaçados nos meus
Teu toque na minha pele
Teu olhar...
Fecho os olhos
Forço a noite em mim
Só o escuro me apetece
Afugentar tua imagem
Esquecer teu cheiro
Tua melodia
Teu riso...
Esquecer de ti
Matar todo este sentimento
Que plantaste em mim
Com pequenos toques
Pequenos beijos
Segredos...
Meus e teus
Nossos apenas
Que partilho agora comigo

No escuro que procuro

Publicado por lobalpha em 01:04 AM | Comentários (1) | TrackBack

setembro 18, 2004

Peço ao Tempo

Peço ao tempo um momento
Um minuto apenas, tudo o que peço
Para do amor, uma recordação ficar
Daquele momento que o tempo me deu
Memória gravada em mim
Do que ainda não conheço
Peço ao tempo que avance
Páre
Congele, no meu momento
Me deixe saborear por alguns instantes
Aquilo que sempre deixei fugir
O que nunca soube agarrar
Peço ao tempo que me traga
Nas asas de um anjo
Um beijo que me enfeitice
Um abraço que prenda o céu à terra

Publicado por lobalpha em 02:45 PM | Comentários (3) | TrackBack

setembro 17, 2004

Sentimento

Tenho em mim este sentimento
Estranho sentir em mim
De ti, de nós
Ontem e depois
Nunca sei se amanhã
E continua estranho o que sinto
Aqui e agora
Sempre que penso em ti
Em nós
Como fomos juntos
Como somos
É um estranho sentir
Por ser tão grande
Sincero
Por ser por ti
Sentimento tão estranho me acompanha
Gosto de o sentir
A nós
Que quase me esqueço de mim
Nunca me conseguindo esquecer de ti

Publicado por lobalpha em 01:05 PM | Comentários (1) | TrackBack

Massa Ardente

Hoje acordei lavada em suor
Estava quente do sonho
Onde tu e eu
Nada mais eramos que massa ardente
De desejo
Dois corpos, pó de estrelas
Fundindo-se
Confundindo-se
No sabor dos nossos sexos
Quentes
Lúxiria ou paixão
Ténue é a linha que separa
Este mundo e o outro
Onde nos amamos
Onde somos
Unos e só
Seres de emoções
Sentimentos queimando o peito
A cada toque, a cada beijo
Aumentando a vontade
O desejo
Massa ardente,
é tudo o que somos

Publicado por lobalpha em 11:04 AM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 14, 2004

Mesa de café

Numa mesa de café
Largada está a rosa
Pétalas amachucadas do tempo
Pouco tempo de vida leva
Pouco tempo de vida lhe resta
Amarela, já queimada
Descansa sobre a mesa
Com um café por companhia
Na noite já esquecida
Dorme a rosa
Dorme a alma
D'um ser arrancado
Do seu jardim
Morre de sede a flor
Morre de amor a alma
Morrem por fim as duas
Na solidão de suas companhias
Naquela mesa de café
À beira rio plantada

Publicado por lobalpha em 01:33 AM | Comentários (1) | TrackBack

setembro 07, 2004

"o mais grandioso q alguma vez aprenderás, é apenas amar e ser retribuido"

Publicado por lobalpha em 12:28 AM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 06, 2004

Ficou Solidão

Uma guitarra chora
Ao pensar em ti
Lágrimas soltas
Palavras perdidas
Pensamento abandonado
Sentimento recriado
Geme o piano
As notas
Do coração
Entre vontades
E desespero
Entre saudades
...
Sinto falta
De algo
De ti
Mais ainda
De mim
Chora a guitarra
Treme meu corpo
No frio
Do teu olhar
Do teu beijo
Gelou o coração
Deixaste a solidão

Publicado por lobalpha em 10:14 PM | Comentários (0) | TrackBack

Brilho

Tristeza é quando não encontro o brilho
De olhar baço enfrento a vida
Esperando as horas passarem
Ansiando por momentos de calor
Entregues por braços desinteressados
Que me embalem num doce balançar
Sussurrando melodias de amor
Em breves respirares nossos
Abençoados por estrelas confidentes
De uma saudade ainda não nascida
Morta na nascença de uma paixão

Publicado por lobalpha em 10:11 PM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 02, 2004

Adormeci

Adormeci naquela noite com um sorriso nos lábios, estava feliz e apaixonada. Acordei ainda apaixonada e pensava eu que feliz. E estava, só de pensar nele ficava sorridente, sentia o coração palpitar, saltitava de alegria!

E quando o via então... era um sentimento indescritível. Amava-o como nunca tinha amado ninguém! E sentia que ele me amava, sabia que sim. Ele dizia-mo sempre, olhos nos olhos, entre beijos trocados, entre abraços e carinhos infinitos... foram os melhores dias da minha vida!
Foram...
No dia seguinte quando ele me foi buscar senti a diferença! Ele estava diferente, não era o mesmo olhar, não era o meu amor. Senti o medo percorrer-me naquele instante, fiquei quieta no meu lado. Evitei falar, não lhe toquei. Observei-o enquanto saiu para pôr gasolina e senti vontade de chorar... senti o coração apertado para tanta angústia. Pensei que não podia ser verdade, que eu estava a entrar em pânico sem razão. Seguimos viagem, cada um imerso nos seus pensamentos, eu imaginando o que ele estaria a pensar e ele... não sei... não sei em que pensava ele naqueles momentos.
Parámos num dos sitios mais bonitos, o miradouro com vista para o oceano. Aí tive a certeza, sem palavras pronunciadas... soube o que me esperava. Senti-me como uma criança perdida, pedi para ele falar e em pensamento desejava que ele me agarrasse como na noite anterior. Pedi para que não vivesse tudo de novo... os meus pedidos foram recusados!
As horas foram passando sem que eu compreendesse o que me estava a acontecer, recusei-me a ver o que os outros já teriam visto... recusei-me e recuso-me! Não consigo aceitar esta dor... não quero viver esta mágoa de novo... sinto-me cair em mim, afogo-me nas lágrimas que choro quando adormeço e quando acordo... passo o dia a fazer força para não as deixar vencer, imploro para que elas fiquem quietas... a cada dia que passa sinto-me explodir um pouco mais, está na hora de desistir! Sei que sozinha não consigo. Tenho medo e não tenho quem me estenda a mão. Os outros... afastam-me, olham-me com desdém, não me querem com eles! Senti-me perdida, deslocada, não pertenço ali, não pertenço em lado nenhum...
Gostava de fugir, mas percebo que me iludo. Iludo com a doce ilusão do amor... e agora... bem, agora não posso mais. Foi-me tirado tudo, como um murro no estomago, senti o chão ser-me roubado debaixo dos pés, sinto o abismo abrir-se à minha frente e eu estou a dar o passo em frente. Não quero, quero voltar para trás, quero ficar bem mas algo me atrai para a queda. É tão mais fácil, é tão mais simples... deixar-me cair... sem saber se voltarei ou não... não precisar pensar em mais nada, não sofrer mais... deixar de ser.
Estou demasiado ferida, magoada... não tenho mais a palavra felicidade escrita no meu dicionário. Rasguei-a... iludia-me com a facilidade com que se engana uma criança com um doce. Não me serve de nada sonhar com ela...
Encho a cabeça com porquês, encontro muitas respostas, mas não as quero! Quero ser feliz, não percebo porque não tenho direito... não percebo!
Estou a perder o ponto de equilíbrio, estou a perder-me...
Quero gritar bem alto, quero bater, quero chorar... deitar-me na minha cama e chorar até não ter mais lágrimas para verter. Deixar-me derrotar pela angústia, esquecer-me de mim, de ti e de todos. Esquecer-me... para sempre!
Não sirvo para nada... estou sem nada. Antes conseguia ajudar, agora... não me sei ajudar nem aos outros. Procuraste por ajuda em mim, minha amiga, mas eu não sei como te ajudar. Estamos a cair as duas e não sabemos mudar... queria dar o pontapé no fim do poço, mas temo que este não tem fim. Este vai levar-me com ele, perder-se no tempo... Tento lutar, mas só me tenho a mim para lutar contra. Magoou-me sem saber, sofro sem querer... talvez queira, talvez seja esta a única forma de saber que estou viva! Eu quero viver... só não sei como.
Escondo a tristeza, mas os olhos são meus traiçoeiros. Escondo os olhos, mas o meu corpo revela. Largo-me nos cantos, fujo de todos os olhares, escondo as lágrimas, engulo a dor... cada dia mais difícil, cada dia mais insuportável.

Publicado por lobalpha em 04:30 PM | Comentários (2) | TrackBack

Brincadeira

Um berlinde rola das mãos duma criança
Rola pela terra solta
Poeira que se levanta
Levada pelo vento para outra brincadeira
Na mesa da vida lançados
Dinheiro apostado
Dançam estes dados
De mãos caídos
Com vidas se brinca
Num jogo mortal
De quem passa fome
E de quem come o esfomeado
Sem meio termo encontrado
Vamo-nos afundando
Numa lama cada vez mais espessa
Prendendo pernas e braços
Começamos a suster a respiração
Antes do ar nos roubarem
E a vida ficar apenhorada!

Publicado por lobalpha em 03:46 PM | Comentários (0) | TrackBack